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Vantagens, desvantagens e diferenças do Gentoo Linux – Software Branches

sexta-feira, março 19th, 2010

Apresentando os software branches (Ramos de Software)

Todo ebuild deve especificar uma variável keywords. Essa variável é utilizada para indicar a compatibilidade e estabilidade do pacote e do ebuild em cada plataforma (arch) [x86, amd64, sparc, ppc, ...]
Assim como outras distribuições classificam seus pacotes de acordo com sua estabilidade (stable, testing, unstable) o Gentoo Linux utiliza os diferentes níveis de keywords para indicar em qual branch (ramo) o pacote se encontra.

Os Diferentes Níveis de keyword

arch [Ex.: x86, ppc, amd64, ...]
Equivalente ao ramo stable, indica que o programa na versão disponibilizada e o ebuild foram amplamente testados e não possuem problemas sérios na plataforma indicada pelo keyword. É o valor padrão assumido pelo sistema.

~arch [Ex.: ~x86, ~ppc, ~amd64, ...]
Equivalente ao ramo testing, indica que o programa na versão disponibilizada e o ebuild deve funcionar sem possuir bugs sérios, porém mais testes são necessários antes do pacote ser considerado estável (com a keyword arch)

-arch [Ex.: -x86, -ppc, -amd64, ...]
Não possui ramo equivalente, indica que o programa na versão disponibilizada não está disponível e não vai funcionar na plataforma indicada pelo keyword.

Sem keyword
Um pacote que não possui nenhuma keyword associada para determinada plataforma indica que não sabemos se o pacote vai funcionar naquela plataforma específica e que mais testes são necessários.

Hard Mask [M]
Equivalentes ao ramo unstable, pacotes “mascarados” ou hard masked são aquelas versões de programas e ebuilds considerados instáveis ou em desenvolvimento (como versões beta, por exemplo) e seu uso não é recomendável se você não souber o que estará fazendo.

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Vantagens, desvantagens e diferenças do Gentoo Linux – O Portage

sexta-feira, outubro 16th, 2009
Apresentando o Portage

“O Gentoo utiliza um sistema semelhante aos ports do BSD chamado Portage. O portage é um sistema de gerenciamento de pacotes que permite uma enorme flexibilidade para instalar e manter softwares no Gentoo. Ele oferece uma grande quantidade de recursos para o controle da compilação, como as USE flags, um resumo da instalação antes dela começar, instalações seguras (através do sandboxing) e desinstalação de programas, perfis de sistema, proteção aos arquivos de configuração entre muitos outros recursos.” – Tradução livre do FAQ do Gentoo.

E essa é uma das maiores vantagens do Gentoo. Com o Gentoo você pode compilar seu sistema inteiro a partir do código fonte, usando suas próprias otimizações. Você tem o controle total sobre os pacotes que serão ou não serão instalados, permitindo uma grande quantidade de escolhas, assim você “faz” o sistema do seu jeito.

O Portage

Até certo ponto, e falando grosseiramente, o Portage funciona como qualquer outro Gerenciador de Pacotes, permitindo que o usuário pesquise, leia descrições, verifique a última versão disponível, verifique a versão instalada, escolha a versão a ser instalada, instale, desinstale e atualize os programas do  Gentoo.

A grande diferença está na maneira como a instalação dos programas acontece. Enquanto nas outras distribuições GNU/Linux o gerenciador de pacotes baixa o pacote pré-compilado (ou seja, já compilado de uma forma genérica, para abranger o maior número de recursos e máquinas) o Portage baixa o código fonte e compila na sua própria máquina, com suas próprias configurações, otimizações e particularidades, definidas através do arquivo /etc/make.conf através de variáveis.

Comparando com outras distribuições, uma das desvantagens desse método de instalação é o fato de que os pacotes demoram mais tempo para instalar (pois a compilação é um processo que leva tempo), portanto antes de instalar o Gentoo deve-se saber que a instalação de programas leva mais tempo do que em outras distribuições.

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