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Kdocker e Alltray

terça-feira, março 9th, 2010

Uma dica rápida para quem utiliza programas que não tem suporte nativo a ícones no systray (como o sunbird, songbird, firefox, thunderbird, etc) mas não quer manter a janela aberta na área de trabalho ou na lista de janelas.. Os dois programas a seguir servem justamente para essa função, criar um ícone no systray (ou área de notificação) para minimizar o programa lá (ou “dockar”). (apenas minimizar, não é possível controlar o programa a partir do ícone).

Alltray – http://alltray.trausch.us/

O alltray é um programa que pode ser utilizado em diversos gerenciadores de janelas e ambientes desktop, como o Metacity no Gnome, o Kwin no KDE e o Openbox. Com o alltray é possível já inicializar o programa minimizado na systray com um comando no shell (alltray PROGRAMA).

O alltray funcionou muito bem no Gnome, mas no KDE4.4 ele insistia em exibir a janela “dockada” na lista do alternador de janelas (alt+tab) o que me fez procurar outro docker para o KDE.

Kdockerhttps://launchpad.net/kdocker/

O kdocker já é um docker que funcionou bem no KDE, apenas com a ressalva de que tive de utilizar o parâmetro -y para conseguir inicializar alguns programas já minimizado no systray através de um comando no shell  (kdocker -y PROGRAMA) .

Por que usar KDE?

domingo, abril 19th, 2009

KDE

“O KDE busca fornecer um ambiente moderno e fácil de usar disponível para o UNIX e sistemas compatíveis. Aliado a uma implementação livre de UNIX como o GNU/Linux, o UNIX/KDE constitui uma plataforma de computação completamente livre e aberta, disponível a qualquer um gratuitamente. O código fonte está disponível para que qualquer um olhe, aprenda a partir dele, modifique-o e o melhore.” – KDE.org

KDE 3.5

KDE 3.5

O projeto KDE (que significa K Desktop Environment) foi fundado em 1996 por Matthias Ettrich, surgindo com a proposta de trazer não só um conjunto de aplicações, mas um ambiente desktop completo para o GNU/Linux que fosse visualmente agradável e de fácil utilização, sendo desenvolvido utilizando a toolkit Qt.

Conforme antecipado em “Porque usar o GNOME“, a toolkit Qt não era considerada software livre pela FSF (Free Software Foundation) até que em setembro de 2000 a Trolltech (responsável pelo Qt) disponibilizou a versão UNIX de sua toolkit licenciada pela GPL (GNU General Public License). Hoje os desenvolvedores são livres para utilizar gratuitamente a toolkit Qt para desenvolver software livre e têm a opção de desenvolver software proprietário pagando uma licença para a Trolltech.

Opinião

O KDE promete ser um ambiente desktop completo, utilizável e bonito e tem se esforçado para cumprir essa proposta. O conjunto de programas de altíssima qualidade que fazem parte do projeto e ambiente KDE juntamente com o seu visual agradável e “familiar” (por sua suposta semelhança com os ambientes gráficos dos outros sistemas operacionais) faz com que seja o ambiente preferido da maioria dos “recém-chegados” ao GNU/Linux.

Sua nova versão (KDE4) incorporou alguns recursos avançados como desktop 3D, transparência em tempo real, sombras e diversos efeitos para a área de trabalho (que infelizmente trazem pouca funcionalidade, serve apenas para impressionar os amigos).

Já pelo lado negativo, o KDE é conhecido por ser mais “pesado” ou “lento” (consumindo mais memória) que suas alternativas (GNOME, XFCE, etc), tendo pacotes maiores, ocupando mais espaço em disco e demorando mais tempo para ser compilado. O KDE4 ainda apresenta muitas falhas, bugs e erros que incomodam bastante o usuário.