Archive for the ‘GNU/Linux’ Category

Conheça o Gentoo Linux

terça-feira, julho 27th, 2010

O que é o Gentoo?

O Gentoo é um sistema operacional livre baseado em Linux e/ou FreeBSD que pode ser otimizado e customizado para praticamente qualquer aplicação ou necessidade. Configurabilidade extrema, alta performance e alto nível da comunidade de usuários e desenvolvedores são as grandes marcas da experiência do Gentoo.

O Gentoo traz consigo uma ferramenta que torna-o capaz de ser instalado a gosto do usuário, podendo torná-lo um robusto e seguro sistema para servidores, um ambiente de trabalho com todos os recursos necessários, uma estação de desenvolvimento ou qualquer outra coisa que atenda às necessidades do usuário. Tudo isso graças ao portage.

O que é o Portage?

O Portage é o coração do Gentoo e executa suas principais funções. Por alto, o Portage é o sistema de distribuição de software do Gentoo, o que em outras distribuições também é chamado Gerenciador de Pacotes. O Portage mantém uma árvore que contém uma coleção completa de scripts que podem ser utilizados para a criação e instalação de programas no Gentoo. Atualmente existem mais de 10000 pacotes na árvore do portage com atualizações e novas adições sendo realizadas a todo instante.

O Portage também é uma ferramenta de compilação e instalação de programas. Quando você quiser instalar um programa o portage automaticamente compilará uma versão customizada do programa de acordo com as especificações do usuário, otimização para seu hardware e garantindo que as funções opcionais do programa que você tenha selecionado estejam ativadas — e as que você não deseja estejam desativadas.

Quer saber mais sobre o Gentoo?

Visite-nos no canal #gentoo-br na rede Freenode ou

Visite www.gentoo.org ou

Visite www.gentoobr.org

Tux

segunda-feira, maio 3rd, 2010

“O Tux é a mascote oficial do sistema operativo GNU/Linux. O Tux, criado por Larry Ewing em 1996, é um pinguim gorducho que tem um ar satisfeito e saciado. A ideia da mascote do Linux ser um pinguim veio de Linus Torvalds, o criador do núcleo do Linux.
O Tux foi criado para um concurso de logotipos para Linux. O logotipo vencedor foi criado por Larry Ewing usando o GIMP (um pacote de software livre de edição gráfica) e foi lançado por ele sob as seguintes condições:

A autorização para o uso e/ou modificação desta imagem é concedida desde que me reconheça lewis@isc.tamu.edu e o GIMP, caso alguém pergunte” – Wikipedia

Tux original

Essa (acima) foi a única imagem satisfatória do tux que eu consegui encontrar pela internet em formato SVG. Porém, não pude deixar de observar como essa imagem não se comportou nada bem tanto nos banners quanto nos logotipos que tentei fazer para o projeto utilizando-a. Por isso editei a imagem e criei um meu “Tux simplificado”, que se comportou melhor nos banners e logotipos, então compartilho-o aqui com vocês (clique na imagem para ampliar ou aqui para acessar o site e baixar o svg)

MeuTux

Tux Simplificado

Tux simplificado - Preto e Branco

Tux simplificado - Preto e Branco

Por que usar LXDE?

terça-feira, março 23rd, 2010

LXDE

“O Lightweight X11 Desktop Environment, é um ambiente de área de trabalho extremamente rápido, ágil e poupador de energia. Ele é mantido por uma comunidade internacional de desenvolvedores e vem com uma bonita interface com o usuário, suporte a múltiplos idiomas, atalhos de teclado padrões e características adicionais, como um gerenciador de arquivos com navegação em abas. O código-fonte do LXDE está licenciado parcialmente sob os termos da Licença Pública Geral (GPL) e parcialmente sob a LGPL. O projeto LXDE iniciou-se em 2006 quando Hong Yen Jee,de Taiwan, conhecido como PCMan, publicou o primeiro componente, chamado ‘PCMan File Manager’.” – LXDE.org

LXDE

O LXDE é um ambiente de área de trabalho que tem seu desenvolvimento focado em máquinas de menor desempenho (como netbooks, por exemplo) sem depreciar a usabilidade. O nome LXDE significa significa “Lightweight X11 Desktop Environment” ou “Ambiente de área de trabalho leve para o X11″ em português, tendo como características o fato de ser leve, rápido, bonito [de uma forma simples], desenvolvido em GTK+2, possuindo um conjunto de programas padrão para torná-lo um ambiente destkop que busca ser completo.

Opinião

O LXDE pode ser considerado uma opção perfeitamente adequada para quem procura um ambiente de trabalho leve e rápido, mas não abre mão de certas facilidades. Ultimamente sua comunidade tem crescido e o seu desenvolvimento tem apresentado melhorias consideráveis. Podemos afirmar que é um dos melhores ambientes para quem está cansado dos ambientes desktop inchados e cheios de firulas desnecessárias.

LXDE: Screenshots

Vantagens, desvantagens e diferenças do Gentoo Linux – Software Branches

sexta-feira, março 19th, 2010

Apresentando os software branches (Ramos de Software)

Todo ebuild deve especificar uma variável keywords. Essa variável é utilizada para indicar a compatibilidade e estabilidade do pacote e do ebuild em cada plataforma (arch) [x86, amd64, sparc, ppc, ...]
Assim como outras distribuições classificam seus pacotes de acordo com sua estabilidade (stable, testing, unstable) o Gentoo Linux utiliza os diferentes níveis de keywords para indicar em qual branch (ramo) o pacote se encontra.

Os Diferentes Níveis de keyword

arch [Ex.: x86, ppc, amd64, ...]
Equivalente ao ramo stable, indica que o programa na versão disponibilizada e o ebuild foram amplamente testados e não possuem problemas sérios na plataforma indicada pelo keyword. É o valor padrão assumido pelo sistema.

~arch [Ex.: ~x86, ~ppc, ~amd64, ...]
Equivalente ao ramo testing, indica que o programa na versão disponibilizada e o ebuild deve funcionar sem possuir bugs sérios, porém mais testes são necessários antes do pacote ser considerado estável (com a keyword arch)

-arch [Ex.: -x86, -ppc, -amd64, ...]
Não possui ramo equivalente, indica que o programa na versão disponibilizada não está disponível e não vai funcionar na plataforma indicada pelo keyword.

Sem keyword
Um pacote que não possui nenhuma keyword associada para determinada plataforma indica que não sabemos se o pacote vai funcionar naquela plataforma específica e que mais testes são necessários.

Hard Mask [M]
Equivalentes ao ramo unstable, pacotes “mascarados” ou hard masked são aquelas versões de programas e ebuilds considerados instáveis ou em desenvolvimento (como versões beta, por exemplo) e seu uso não é recomendável se você não souber o que estará fazendo.

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Kdocker e Alltray

terça-feira, março 9th, 2010

Uma dica rápida para quem utiliza programas que não tem suporte nativo a ícones no systray (como o sunbird, songbird, firefox, thunderbird, etc) mas não quer manter a janela aberta na área de trabalho ou na lista de janelas.. Os dois programas a seguir servem justamente para essa função, criar um ícone no systray (ou área de notificação) para minimizar o programa lá (ou “dockar”). (apenas minimizar, não é possível controlar o programa a partir do ícone).

Alltray – http://alltray.trausch.us/

O alltray é um programa que pode ser utilizado em diversos gerenciadores de janelas e ambientes desktop, como o Metacity no Gnome, o Kwin no KDE e o Openbox. Com o alltray é possível já inicializar o programa minimizado na systray com um comando no shell (alltray PROGRAMA).

O alltray funcionou muito bem no Gnome, mas no KDE4.4 ele insistia em exibir a janela “dockada” na lista do alternador de janelas (alt+tab) o que me fez procurar outro docker para o KDE.

Kdockerhttps://launchpad.net/kdocker/

O kdocker já é um docker que funcionou bem no KDE, apenas com a ressalva de que tive de utilizar o parâmetro -y para conseguir inicializar alguns programas já minimizado no systray através de um comando no shell  (kdocker -y PROGRAMA) .

isCallerPrivileged() failed

segunda-feira, janeiro 18th, 2010

Recentemente deparei-me com essa mensagem ao espetar qualquer dispositivo de mídia removível (USB), onde o sistema alegava ser impossível montar a unidade alegando apenas que isCallerPrivileged() failed. Pesquisando mais sobre o problema, descobri que usuários do KDE4 também relataram a ocorrência e encontrei o seguinte bug report: http://bugs.gentoo.org/show_bug.cgi?id=296153

Dando duas sugestões para evitar o problema (ambas funcionaram aqui).

A primeira sugestão, que funcionou sem mais problemas, foi adicionar o consolekit ao default runlevel.

rc-update add consolekit default

A segunda sugestão, que na verdade é um workaround e não uma solução propriamente dita, é reiniciar o daemon do HAL, o que também funcionou, mas tem o inconveniente de reiniciar também o X.

/etc/init.d/hald restart

Ficam dadas as sugestões e, caso tenha tempo e interesse, colabore com mais informações para a resolução do bug no bugzilla.

UPDATE

Seguindo a sugestão do Yporti (http://yporti.med.br/) resolvi remover o policykit das minhas USE flags (USE=”-policykit”) e, até então, tudo voltou a funcionar como deve normalmente.

HP Laserjet no Gentoo

sábado, dezembro 5th, 2009

Após passar algum tempo tentando instalar a minha impressora HP Laserjet no Gentoo, finalmente obtive sucesso.

Ao tentar fazer uma instalação normal, utilizando alguns drivers disponibilizados pelo portage, me deparei sempre com a seguinte mensagem no CUPS ao tentar imprimir qualquer coisa:

/usr/libexec/cups/filter/foomatic-rip failed

Depois de muito pesquisar, tentar localizar o defeito e finalmente acessar o site do desenvolvedor do driver, me deparei com o seguinte aviso:

*** DON’T USE the foo2zjs package from:

Ubuntu, SUSE, Mandrake/Mandriva, Debian, RedHat, Fedora, Gentoo, Xandros, EEE PC, Linpus, MacOSX, or BSD!

*** Download it here and follow the directions

Eu não entendi exatamente qual o problema com o pacote foo2zjs disponibilizado no portage com as impressoras HP (descobrir isso ficará para depois), mas pelo que entendi alguns modelos são suportados apenas pelo foo2xqx.

http://foo2xqx.rkkda.com/

Para instalar e fazer funcionar a impressora eu apenas segui o procedimento indicado. Não sei se era necessário, mas instalei também o net-print/hplip. Ah, também coloquei o usblp como módulo para rodar o make install-hotplug.

Não sei se foi o mais adequado, mas por enquanto o importante é que funcionou desse modo. Depois, com mais calma, procurarei testar o procedimento de uma forma mais básica, para identificar o que realmente é necessário.

Vantagens, desvantagens e diferenças do Gentoo Linux – O Portage

sexta-feira, outubro 16th, 2009
Apresentando o Portage

“O Gentoo utiliza um sistema semelhante aos ports do BSD chamado Portage. O portage é um sistema de gerenciamento de pacotes que permite uma enorme flexibilidade para instalar e manter softwares no Gentoo. Ele oferece uma grande quantidade de recursos para o controle da compilação, como as USE flags, um resumo da instalação antes dela começar, instalações seguras (através do sandboxing) e desinstalação de programas, perfis de sistema, proteção aos arquivos de configuração entre muitos outros recursos.” – Tradução livre do FAQ do Gentoo.

E essa é uma das maiores vantagens do Gentoo. Com o Gentoo você pode compilar seu sistema inteiro a partir do código fonte, usando suas próprias otimizações. Você tem o controle total sobre os pacotes que serão ou não serão instalados, permitindo uma grande quantidade de escolhas, assim você “faz” o sistema do seu jeito.

O Portage

Até certo ponto, e falando grosseiramente, o Portage funciona como qualquer outro Gerenciador de Pacotes, permitindo que o usuário pesquise, leia descrições, verifique a última versão disponível, verifique a versão instalada, escolha a versão a ser instalada, instale, desinstale e atualize os programas do  Gentoo.

A grande diferença está na maneira como a instalação dos programas acontece. Enquanto nas outras distribuições GNU/Linux o gerenciador de pacotes baixa o pacote pré-compilado (ou seja, já compilado de uma forma genérica, para abranger o maior número de recursos e máquinas) o Portage baixa o código fonte e compila na sua própria máquina, com suas próprias configurações, otimizações e particularidades, definidas através do arquivo /etc/make.conf através de variáveis.

Comparando com outras distribuições, uma das desvantagens desse método de instalação é o fato de que os pacotes demoram mais tempo para instalar (pois a compilação é um processo que leva tempo), portanto antes de instalar o Gentoo deve-se saber que a instalação de programas leva mais tempo do que em outras distribuições.

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altgr+w = ? | altgr+q = /

domingo, setembro 27th, 2009
Em teclados ABNT2 as teclas interrogação (?) e barra (/) são referenciadas como um atalho utilizando a tecla altgr (o alt direito). Em algums notebooks, por questões de espaço, a única opção é utilizar esses atalhos, já que a interrogação (?) e a barra (/) não possuem  uma tecla própria, mas sim atalhos (altgr+w para interrogação e altgr+q para barra).

O problema surge ao percebermos que nos terminais ou consoles (tty) esse atalho não funciona e ficamos sem poder utilizar estes caracteres, o que pode ser um transtorno. Resolvemos esse “problema” editando a configuração do keymap utilizado. Nesse caso estamos falando do keymap br-abnt2 onde as teclas W e Q precisam receber o atalho de ( ?) e (/) quando utilizadas junto com o altgr (o alt direito).

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Por que usar o Fluxbox?

domingo, agosto 30th, 2009

Fluxbox

“O Fluxbox é um gerenciador de janelas para o X baseado no código do Blackbox 0.61.1. É muito leve e fácil de manusear e ainda assim cheio de recursos para proporcionar uma experiência fácil e extremamente veloz em desktops. É escrito em C++ e licenciado sob a licença MIT.”Fluxbox.org

Fluxbox

Fluxbox

O Fluxbox, apesar da sua simplicidade, possui uma quantidade significativa de opções nativas que agregam um valioso conjunto de funcionalidades adicionais como: uma lista de comandos específicos, um menu completamente editável, a utilização de janelas em abas, que permite agrupar aplicações diferentes em “abas” de uma mesma janela, entre muitos outros. Uma breve descrição e imagens de algumas dessas funcionalidades podem ser vistas no featurelist (em inglês) do fluxbox .

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