Vantagens, desvantagens e diferenças do Gentoo Linux – O Portage

Apresentando o Portage

“O Gentoo utiliza um sistema semelhante aos ports do BSD chamado Portage. O portage é um sistema de gerenciamento de pacotes que permite uma enorme flexibilidade para instalar e manter softwares no Gentoo. Ele oferece uma grande quantidade de recursos para o controle da compilação, como as USE flags, um resumo da instalação antes dela começar, instalações seguras (através do sandboxing) e desinstalação de programas, perfis de sistema, proteção aos arquivos de configuração entre muitos outros recursos.” – Tradução livre do FAQ do Gentoo.

E essa é uma das maiores vantagens do Gentoo. Com o Gentoo você pode compilar seu sistema inteiro a partir do código fonte, usando suas próprias otimizações. Você tem o controle total sobre os pacotes que serão ou não serão instalados, permitindo uma grande quantidade de escolhas, assim você “faz” o sistema do seu jeito.

O Portage

Até certo ponto, e falando grosseiramente, o Portage funciona como qualquer outro Gerenciador de Pacotes, permitindo que o usuário pesquise, leia descrições, verifique a última versão disponível, verifique a versão instalada, escolha a versão a ser instalada, instale, desinstale e atualize os programas do  Gentoo.

A grande diferença está na maneira como a instalação dos programas acontece. Enquanto nas outras distribuições GNU/Linux o gerenciador de pacotes baixa o pacote pré-compilado (ou seja, já compilado de uma forma genérica, para abranger o maior número de recursos e máquinas) o Portage baixa o código fonte e compila na sua própria máquina, com suas próprias configurações, otimizações e particularidades, definidas através do arquivo /etc/make.conf através de variáveis.

Comparando com outras distribuições, uma das desvantagens desse método de instalação é o fato de que os pacotes demoram mais tempo para instalar (pois a compilação é um processo que leva tempo), portanto antes de instalar o Gentoo deve-se saber que a instalação de programas leva mais tempo do que em outras distribuições.

Algumas variáveis do /etc/make.conf
(para mais informações e variáveis, veja man make.conf)

CHOST, CFLAGS e CXXFLAGS

São as flags de otimização passadas ao compilador.

Leia sobre e veja uma lista de opções de acordo com seu processador aqui: http://en.gentoo-wiki.com/wiki/Safe_Cflags

USE Flags

São palavras chave passadas ao portage que define quais funcionalidades do programa a ser instalado devem ser ativadas ou desativadas, permitindo assim uma maior otimização do sistema. As USE flags podem ser comparadas ao parâmetro –enable-FUNCTION e –disable-FUNCTION passados ao ./configure quando compilamos manualmente um pacote. (Veja ./configure –help para mais informações)

Leia mais sobre USE Flags: http://www.gentoo.org/doc/en/handbook/handbook-x86.xml?part=2&chap=2

MAKEOPTS

A variável MAKEOPTS define quantas compilações em paralelo devem ocorrer quando você instala um programa.

Essa variável é configurada pelo usuário durante a instalação do Gentoo de acordo com o Handbook.

Para mais informações sobre o tema leia:
man portage
man make.conf
Gentoo-Wiki: Safe CFlags
Gentoo Handbook: A Portage Introduction

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